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Dante Pazzanese: eficácia e efeitos
colaterais
Dr. Dikran
Armaganijan
Há
um certo tom nostálgico em determinados fatos que
marcaram época. Entretanto, as aparências muitas vezes
enganam e, se mantemos relação com o passado
reafirmamos que esses fatos marcaram a cardiologia
brasileira.
Não há caminhos tranqüilizadores
à nossa espera. Se quisermos, teremos de construí-los
com nossas próprias mãos. Dante Pazzanese, mineiro de
Morro Alto, radicado em São Paulo, organizou o primeiro
curso de cardiologia e eletrocardiografia, despertando o
interesse da comunidade médica brasileira pela
especialidade. Em lugar de ambições aplicou idéias,
fundando em 1943 a Sociedade Brasileira de Cardiologia.
A Sociedade não é uma mera fachada e a pesquisa um
artifício individual. Para não deixar o sistema
isolado, criou em 1954 o Instituto de Cardiologia do
Estado de São Paulo, atualmente denominado Instituto
Dante Pazzanese de Cardiologia.
A experiência pessoal na ausência
de grandes estudos, compartilhada com a comunidade
médica paulista sugeriu ao autor uma revisão
bibliográfica sobre o tratamento da insuficiência
cardíaca.
O digital, medicamento utilizado há
cem anos abria uma nova perspectiva de uso endovenoso
sob a forma de estrofantina, com efeitos terapêuticos
imediatos e redução significativa de manifestações
colaterais. A discrição de casos clínicos documentava
as propostas do autor, os possíveis efeitos colaterais
e incentivava a necessidade de novas pesquisas.
Os clássicos ultrapassam a barreira
do tempo, os digitálicos são utilizados até o momento
e os efeitos Dante Pazzanese são eficazes e com
excelentes efeitos colaterais.
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