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COMENTÁRIOS
DO REDATOR HISTÓRICO:
Dr.
Aluízio Prata (Redator Histórico)
Comentários do Redator Histórico
Na década de 40, em uma pequena cidade do oeste de
Minas Gerais (Bambui), Laranja e cols mostraram a
validade da sorologia e do eletrocardiograma na
evidência da cardiopatia chagásica.
Sistematizaram, de maneira fácil e inequívoca, as
características da doença, de modo a tornar claro seu
reconhecimento pelos clínicos gerais e não somente pelos
especialistas. Assim, ficou evidente que um grupo de
indivíduos, geralmente com idade inferior a 50 anos,
procedentes da zona rural e portadores da doença de
Chagas, apresentava um perfil eletrocardiográfico
inconfundível com outras cardiopatias,
caracterizando-se, principalmente, pela freqüência de
extra-sístoles ventriculares, bloqueios de ramo direito
e auriculoventriculares.
E, também, pelas manifestações clínicas, com
diferentes tipos de dispnéia, congestão passiva do
fígado, como manifestação inicial de insuficiência
cardíaca, fácil recuperação das primeiras
descompensações, desdobramento da 2ª bulha no foco
pulmonar, evolução lenta, longa sobrevida e alta
freqüência de morte súbita.
Após Bambui, não mais foi negada a validade dos
trabalhos de Chagas e a importância da doença por ele
descrita, como problema de saúde pública.
Os mesmos autores, complementando as pesquisas objeto
deste trabalho, publicaram no Circulation, 1956;14:
(12), 1035-(1060), adicionais contribuições, originais,
na area da eletrocardiografia, que alcançaram maior
repercussão científica e citações bibliográficas na
literatura Internacionais. Obedecendo, entretanto, os
critérios definidos na apresentação deste fascículo,
somente este primeiro artigo, publicado em 1948, é
incluido nesta obra.
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